INOVA CCB – setor de apoio à pesquisa, extensão e inovação

09/06/2026 17:27

A INOVA CCB é um setor estratégico vinculado à Direção Geral do Centro de Ciências Biológicas (CCB).

O papel da INOVA CCB é fundamental para a gestão de projetos de pesquisa, extensão e ações que visam a ampliar a cultura de inovação e sustentabilidade dentro do centro.

Suas atribuições principais incluem o suporte estratégico à Direção do Centro e aos seus pesquisadores, além de atuar como uma interface com o setor produtivo e parcerias estratégicas.

Dentre as atribuições do setor:

1. Promover a articulação entre docentes, pesquisadores, estudantes, órgãos administrativos da UFSC e instituições parceiras, visando ao desenvolvimento de ações de pesquisa, extensão e inovação.
2. Atuar na prospecção de oportunidades e parcerias inovadoras para captar recursos, buscando construir um ecossistema de inovação sustentável nas áreas de saúde (biomédicas), meio ambiente (biodiversidade) e biotecnologia.
3. Apoiar coordenadores de projetos na elaboração, tramitação e acompanhamento de propostas de pesquisa e extensão.
4. Incentivar a incubação de startups e o surgimento de spin-offs de base tecnológica e de impacto socioambiental, além de implementar infraestruturas como espaços de co-working no CCB.
5. Apoiar os processos administrativos relacionados à execução de projetos, incluindo convênios, termos de cooperação, contratos, prestações de contas e demais instrumentos institucionais.
6. Atuar junto às pró-reitorias, fundações de apoio, agências de fomento e demais unidades administrativas envolvidas na gestão de projetos.
7. Desenvolver mecanismos de acompanhamento e monitoramento dos projetos de pesquisa e extensão vinculados ao Centro.
8. Produzir relatórios, indicadores e informações gerenciais sobre as atividades de pesquisa e extensão, subsidiando a tomada de decisão da Direção do Centro.
9. Incentivar a integração entre pesquisa, extensão, ensino e inovação, promovendo ações que ampliem o impacto acadêmico e social das atividades desenvolvidas pelo CCB.
10. Organizar e apoiar eventos, reuniões, capacitações e outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da pesquisa, da extensão e da inovação no Centro.
11. Coordenar ações de divulgação dos resultados e impactos dos projetos desenvolvidos no âmbito do CCB.
12. Gerenciar programas como o Capacita CCB, que seleciona propostas de cursos de curta duração e formação continuada para fortalecer a interação do CCB com a sociedade e gerar receitas institucionais.
13. Intensificar o relacionamento entre a academia e setores externos, incluindo órgãos governamentais e o setor privado (indústrias de setores estratégicos, como farmacêutico, agricultura, biotecnologia, saúde, meio ambiente, etc.).
14. Atuar junto à Unidade Científica e Ambiental Desterro (UCAD), apoiando e promovendo ações e projetos voltados à integração entre ciência, tecnologia, inovação e sustentabilidade.

Contatos Inova CCB:

inova.ccb@contato.ufsc.br 

Telefone: (48) 3721-5520

Unidade de Conservação Ambiental Desterro (UCAD):

ucad@contato.ufsc.br

 

Direção do Centro de Ciências Biológicas

Bloco E – 4º andar

Telefone e whatsapp: (48) 3721-4618

CCB-UFSC e FAPESC fortalecem agenda estratégica para transformar ciência em inovação para a saúde, biotecnologia e biodiversidade de Santa Catarina

09/06/2026 16:51

O Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu, em 2 de junho de 2026, a visita institucional da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), em um encontro voltado ao fortalecimento da cooperação entre as instituições e à apresentação de laboratórios, plataformas multiusuárias, projetos estratégicos e iniciativas de inovação. A comitiva da FAPESC foi liderada pelo presidente, Prof. Dr. Valdir Cechinel Filho, pela Diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação, Valeska Daniela Tratsk, e pela Gerente de Pesquisa, Larissa Beatriz Waskow. A delegação foi recebida pelo Diretor do CCB, Prof. Dr. Rui Daniel Prediger, pela Vice-Diretora, Profa. Dra. Evelise Nazari, e por gestores, pesquisadores e coordenadores de iniciativas estratégicas do Centro.

A infraestrutura, os grupos e os projetos de pesquisa existentes consolidam o CCB como o segundo maior captador de recursos de pesquisa da UFSC, com R$ 107,5 milhões em projetos ativos e 67 grupos de pesquisa em operação, em parcerias estratégicas para ampliar a capacidade científica, tecnológica e inovadora do estado.  A reunião integrou as comemorações dos 50 anos do CCB, uma das maiores e mais produtivas unidades acadêmicas da UFSC, responsável por pesquisas de impacto nacional e internacional nas áreas biológicas, biomédicas, ambientais e biotecnológicas. O Centro reúne aproximadamente 1.700 estudantes, pesquisadores, docentes e técnicos, desenvolvendo pesquisas que vão desde a descoberta de novas espécies da biodiversidade brasileira até o desenvolvimento de terapias, diagnósticos, vacinas e soluções para desafios ambientais contemporâneos.

Um ecossistema de inovação para a nova bioeconomia catarinense

Durante o encontro, foi apresentado o papel da INOVA CCB – Coordenadoria de Inovação e Sustentabilidade do CCB, coordenada por Ana Paula Matei e Silvia Venturi, responsável por promover a integração entre ciência, setor produtivo, governo e sociedade. A iniciativa vem estruturando uma agenda voltada à transformação do conhecimento científico em soluções inovadoras para os setores de saúde, farmacêutico, biotecnológico, ambiental, aquícola e agroindustrial, ampliando a conexão entre laboratórios, empresas, startups e políticas públicas.

Entre os principais objetivos e temas, destacaram-se mecanismos para diversificação das fontes de financiamento, fortalecimento da transferência de tecnologia, ampliação de parcerias público-privadas e estímulo à criação de startups de base científica voltadas à biotecnologia, saúde e conservação da biodiversidade.

Como um caso de sucesso, foi apresentada a Tech Pain, destacada como o modelo de inovação na geração de startups baseadas na pesquisa científica e tecnológica. A empresa integra nanotecnologia, hardware e software para oferecer um tratamento personalizado da dor (através do diário da dor e patient-reported outcome measures – PROMs), possuindo um histórico de marcos estratégicos com instituições como Pfizer, FAPESC e FINEP.

Infraestrutura científica de classe internacional

A visita permitiu à FAPESC conhecer um conjunto de infraestruturas estratégicas que posicionam o CCB como um dos principais polos de pesquisa aplicada do Sul do Brasil. Dentre as diversas infraestruturas de pesquisa, foram destaques os Laboratórios Multiusuários do CCB, como:

O LAMEB (Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia) foi apresentado como um dos maiores centros multiusuários estratégicos da região, é uma central que realiza prestações de serviços de análises, consultorias e cursos para diversas áreas, para pesquisadores, empresas e instituições públicas. Sua infraestrutura apoia pesquisas em biologia molecular, microbiologia, genética, biotecnologia, farmacologia e ciências ambientais.

O LABIME (Laboratório de Biologia Molecular Estrutural), liderado pelo Prof. Dr. Hernán Terenzi e por uma equipe de técnicos altamente qualificados, destaca-se pela atuação em proteômica, metabolômica e espectrometria de massas de alta resolução, oferecendo suporte para pesquisas na descoberta de biomarcadores, desenvolvimento de medicamentos, produtos naturais e medicina de precisão, responsável por mais de 70 mil análises e interação com mais de 20 instituições do sul do Brasil.

Outro destaque foi a modernização dos Biotérios Multiusuários do CCB, incluindo o Centro de Produção e Manutenção de Roedores (CPMR). A estrutura é considerada estratégica para garantir a continuidade de pesquisas em farmacologia, neurociências, imunologia, toxicologia e desenvolvimento de novas terapias, atendendo aos requisitos regulatórios nacionais de biossegurança e bem-estar animal. Trata-se de uma infraestrutura crítica que passou por um processo de racionalização para garantir padrões de qualidade e soberania científica regional.

Santa Catarina como referência em terapias avançadas

Entre os projetos apresentados, o LNCT (Laboratório Nacional de Células-tronco), liderado pelo Prof. Dr. Gustavo dos Santos, visa à instalação de uma plataforma nacional catarinense para a geração de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) em SC.

Como laboratório já implantado e de referência, o MultiCell (Banco de Células Animais do Sul do Brasil): liderado pela Profa. Dra. Gislaine Fongaro atua como um banco multiusuário de células, o que significa que fornece infraestrutura, linhagens celulares e suporte para que diversos pesquisadores, laboratórios e empresas realizem testes in vitro, pesquisas virológicas, toxicológicas e de biotecnologia.

E o CInBio (Centro de Inovação Biotecnológica e Molecular), sob a coordenação do Prof. Dr. Edroaldo da Rocha, voltado para a inovação biotecnológica e biologia molecular, atuando no desenvolvimento de soluções tecnológicas, diagnósticos, engenharia genética ou análise de biomoléculas.  O MultiCell e o CinBio foram visitados pela comitiva.

Estas iniciativas visam estabelecer no estado uma infraestrutura capaz de apoiar pesquisas em medicina regenerativa, modelagem de doenças, testes de fármacos e terapias celulares avançadas, reduzindo a dependência de centros externos e criando oportunidades para o desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Biodiversidade e biotecnologia como motores do desenvolvimento sustentável

O encontro também evidenciou o protagonismo do CCB em pesquisas relacionadas à biodiversidade, conservação ambiental e economia azul.

O LabCAI (Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática e Imunoquímica) foca no monitoramento ambiental e na bioinformática, avaliando o impacto de poluentes e contaminantes (como esgoto, agrotóxicos, metais pesados e microplásticos) em organismos marinhos e de água doce. Liderado pelos professores Afonso Bainy, Guilherme Razzera e Risoleta Marques, também foi visitado pela comitiva.

A EcoHealth4Sea, uma rede internacional de pesquisa (CNRS-UFSC), e os diversos projetos, como DiagnOSTRA, Projeto Mugil e LaBi-OSTRAS, liderados pelo Prof. Dr. Rafael Diego da Rosa e outros pesquisadores de excelência da UFSC, do Chile e da França, voltados à Biotecnologia Azul e à Saúde Marinha, demonstram a capacidade do Centro de transformar conhecimento científico em soluções para desafios econômicos e ambientais que afetam diretamente o litoral catarinense.

As iniciativas integram monitoramento ambiental, biologia molecular, bioinformática, epidemiologia e inovação tecnológica para enfrentar problemas como a mortalidade de ostras, a sanidade aquícola e os impactos das mudanças climáticas sobre os ecossistemas marinhos.

Outro destaque foi a apresentação da Unidade Científica e Ambiental do Desterro (UCAD), a qual tem como intuito tornar-se um laboratório multiusuário e atuar como um Hub de Inovação Socioambiental e Regenerativa. A proposta reúne pesquisa, educação, inovação e extensão para desenvolver soluções relacionadas à biodiversidade, gestão hídrica, adaptação climática e restauração de ecossistemas.

Ciência, inovação e desenvolvimento para Santa Catarina

Ao final da visita, as instituições reforçaram o compromisso de ampliar a cooperação para consolidar o CCB como uma plataforma estratégica de inovação para Santa Catarina. A convergência entre infraestrutura científica avançada, formação de recursos humanos altamente qualificados, biodiversidade única e capacidade de interação com o setor produtivo posiciona o Centro de Ciências Biológicas da UFSC como um dos principais ambientes para geração de soluções em saúde, biotecnologia e sustentabilidade. Mais do que apoiar projetos isolados, a parceria entre CCB e FAPESC busca fortalecer um ecossistema capaz de transformar conhecimento em desenvolvimento econômico sustentável, competitividade tecnológica e qualidade de vida para a sociedade catarinense.

Para ver mais, acesse: https://fapesc.sc.gov.br/fapesc-dialoga-com-pesquisadores-do-centro-de-ciencias-biologicas-da-ufsc/